Automação também é segurança

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil registra, anualmente, mais de 700 mil acidentes laborais, dos quais pelo menos 5 mil culminam em fatalidades. Tais números colocam o nosso país na 4ª posição do ranking global de “países com mais acidentes de trabalho”, perdendo apenas para a China, Índia e Indonésia.

Trata-se, evidentemente, de um panorama alarmante. A maior parte dos casos ocorre em indústrias e campos fabris onde os trabalhadores necessitam exercer atividades de alta periculosidade. Entretanto, essa realidade pode ser transformada com a aplicação da automação industrial, que diminui consideravelmente os riscos de acidentes em equipamentos operados por mão de obra humana.  

Prevenção e redução de riscos

A implementação de equipamentos de segurança como cortinas de luz, sensores, scanners e válvulas aumentam a proteção das equipes humanas, reduzindo e até anulando os riscos de acidentes em ambiente fabril. Com mecanismos ópticos de última geração, é possível evitar ocorrências como prensamento de dedos, cortes, fraturas, choques ou qualquer outra ameaça à integridade física dos profissionais envolvidos na operação.

Tarefas em ambientes perigosos e trabalhos de campo podem ser totalmente automatizados a fim de serem monitorados à distância a partir de uma central confortável e segura. E mais: quaisquer riscos iminentes são avisados à equipe com a máxima antecedência, já que os sistemas automatizados conseguem “prever” problemas operacionais e enviar alertas em tempo real para os supervisores.

Sistemas alinhados à NR-12

No âmbito da automação industrial, os riscos à integridade física, psicossocial e ambiental são minimizados com a projeção de sistemas de controle e sistemas instrumentados de segurança.

Ambos são embasados em normas regulamentadoras como a NR-12, que define as diretrizes técnicas adequadas ao ciclo de vida de uma máquina ou equipamento, desde o seu design e fabricação até o transporte, instalação, funcionamento e manutenção.

Estado de Falha Segura

Visando garantir a máxima seguridade em um ambiente industrial, a norma NR-12 determina que todos os equipamentos funcionem pelo princípio da Falha Segura, isto é, pela capacidade de impedir o descontrole dos dispositivos em quaisquer circunstâncias anormais, incluindo situações de falha do próprio sistema.   

Por exemplo, em um sistema de segurança de um trem de carga, um estado de Falha Segura pode ser caracterizado pela frenagem e abertura automática das portas em caso de panes elétricas ou mecânicas. Desse modo, o trem consegue evitar perdas humanas, materiais e ambientais em situações adversas.

Na prática, um sistema orientado à Falha Segura opera por meio de distintos dispositivos de avaliação e sensores conectados a uma rede de comunicação industrial. Juntos, eles conseguem monitorar todo o funcionamento da máquina desde o seu acionamento até o desligamento.

Ergonomia

 A integridade física e psicossocial também está vinculada às condições ergonômicas de trabalho. Sendo assim, o projeto e desenvolvimento de máquinas e dispositivos, mesmo que seguindo a concepção de fábricas inteligentes, deve continuar considerando conceitos de ergonomia que cubram as atividades de operação e manutenção. No Brasil, temos a NR-17 como regulamentação para os conceitos de ergonomia.

Considerações finais

Após acompanhar esses tópicos informativos, é fácil concluir que sem a implementação de máquinas e processos alinhados às normas de segurança qualquer ambiente industrial está sujeito a catástrofes e fatalidades.  Desse modo, os sistemas de segurança automatizados são indispensáveis para a sustentabilidade de uma indústria e proteção do seu patrimônio humano, social e ambiental.

Para conhecer mais sobre o universo da automação industrial, não deixe de acompanhar nossas próximas publicações!

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