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Economia circular e eliminação de desperdícios: quais são os ganhos para a sua indústria?

Economia circular e eliminação de desperdícios: quais são os ganhos para a sua indústria?

No post anterior falamos sobre a importância da sustentabilidade nos negócios e o papel da automação industrial neste processo. Agora, trazemos um ponto importante para você: como a economia circular e a sustentabilidade podem ser atingidas na indústria e quais os ganhos para o seu negócio.

Primeiro é importante reforçar que uma indústria sustentável é aquela que está focada em obter ganhos econômicos ao mesmo tempo em que investe em ações de responsabilidade social e de redução dos impactos ambientais. Estes devem ser os pilares que constituem a estratégia de melhoria em todas as práticas da organização.

Já a economia circular é o novo modelo de negócios que permite a utilização da tecnologia e da responsabilidade social para acabar com o lixo gerado pelas indústrias e/ou sociedade.

Saiba como é possível inserir estes conceitos na rotina industrial!

 

Qual o modelo de produção vigente no mundo?

Sabe-se que as indústrias têm como objetivo obter a máxima eficiência nos processos, por meio do aumento da qualidade dos produtos e serviços com o menor custo possível. Ganham destaque os negócios que são capazes de fazer o máximo, com o mínimo de gastos, por meio de uma gestão eficiente. Num modelo de negócio sustentável, a boa gestão de processos é fundamental para que a organização seja mais eficiente e responsável, garantindo sua própria melhoria e o impacto positivo na sociedade.

Em uma gestão eficiente, a empresa é capaz de ter uma visão ampla do negócio, do início ao fim de cada processo. As indústrias precisam ter diferenciais para garantir a sua sobrevivência no mercado, buscando o melhor controle dos processos produtivos e dos recursos, com uma produção cada vez mais eficiente e sem desperdícios.

Assim, vale a pena avaliar: quais são as perdas e os pontos críticos na sua indústria?

Para responder a isso, o primeiro passo é identificar os desperdícios gerados no processo produtivo. É interessante que seja realizada uma análise qualitativa e quantitativa deste desperdício e, posteriormente, elencar ações de melhorias neste processo.

Com certeza, o seu plano de ação deverá prever o aprimoramento contínuo da forma de produção. E a automação industrial é um dos pilares para atingir este diferencial, à medida que consiste em transformar atividades que eram realizadas de maneira manual em procedimentos que utilizam a tecnologia para otimizar recursos e facilitar o trabalho humano de uma maneira geral.

 

Como isso começou: a revolução de Henry Ford

Henry Ford defendia que os modelos de carros em uma linha de produção teriam que sofrer pouca diversificação e que cada operário teria somente uma única função, a fim de exercer seu trabalho com maior eficiência. As técnicas de Ford mudaram o cenário da indústria automobilística, reduzindo custos e aumentando a qualidade dos produtos.

Isso porque, ao contrário do sistema de produção antigo onde uma máquina desempenhava várias tarefas com muitos ajustes, a produção em massa priorizou que as máquinas realizassem somente uma tarefa de cada vez. Isso reduziu o tempo de preparação das máquinas e do operador. Com máquinas em sequência para cada passo de fabricação, Ford criou a “linha de produção”.

Com o aperfeiçoamento contínuo nas linhas de produção, a automação permite que as indústrias sejam cada vez mais lucrativas, evitando perdas ou desperdícios:

- Evitam a superprodução: a produção antes do tempo gera custo adicional com a manutenção de estoques e transporte de materiais;

- Perda de tempo: devido à falta de matéria-prima, peças, ferramentas, manutenção não programada;

- Desperdícios com produtos defeituosos: redução de peças defeituosas, com a necessidade de retrabalhar peças ou descarte de produto defeituoso.

- Uso indevido da matéria-prima: recursos utilizados acima do necessário para a elaboração do produto.

Em todos os quesitos, a automação industrial é capaz de controlar muito bem, evitando que existam equipamentos de medição e/ou pesagem descalibrados, maquinário defasado, falta de controle do processo produtivo, manutenção fora de hora, entre outros.

Assim, a competitividade no mercado industrial exige que as empresas implantem ações efetivas a todo o tempo, a fim de reduzir os custos com a produção e o aumento do valor do produto acabado. Uma das principais formas para isso é a redução de desperdício de matérias-primas no processo produtivo.

 

Nada se perde na economia circular

Você já ouviu falar de economia circular? Trata-se de uma nova tendência, um aprimoramento dos modelos econômicos atuais, com objetivo de devolver ao processo produtivo aquilo que hoje é considerado lixo.

Um produto é fabricado e, quando não serve mais, é simplesmente descartado em aterros. O problema é que essa situação não é mais possível! Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil produz 1,4 milhão de tonelada de lixo eletrônico todos os anos. Essa quantidade de produtos descartados é resultado de nosso atual modelo econômico linear.

As cidades já estão no limite, cheias de lixo e com poucos recursos para criar novos produtos. Isso vai um passo além do modelo de produção sustentável: não mais apenas reduzindo o consumo de recursos naturais, mas encontrando soluções para fabricar já pensando na necessidade de reintegração do produto ao processo produtivo no fim da vida útil.

 

Mas como isso é possível nas indústrias?

Com certeza, será preciso uma mudança na forma de produzir. A ideia é que os produtos, quando descartados, sejam transformados em matéria-prima para gerar novos produtos. Os pesquisadores Michael Braungart e William McDonough, autores de “Cradle to cradle: criar e reciclar ilimitadamente”, estudam o tema desde a década de 80 e afirmam que se os produtos não voltarem à origem do processo produtivo, a conta não vai fechar.

Nada deve ser desperdiçado. Todos os produtos devem passar por reaproveitamento, transformação e reciclagem. E já é uma tendência entre diversos setores da economia, ganhando cada vez mais a adesão de importantes empresas. A economia circular pode – e deve – ser aplicada também na fabricação de máquinas e equipamentos.

Para o negócio, é uma questão de evitar a escassez dos recursos naturais que, a cada diz, ficarão cada vez mais caros. Ao mesmo tempo, os consumidores valorizam cada vez mais empresas sustentáveis. Além disso, as oportunidades de negócios na economia circular estão cada vez mais atrativas.

Investir em tecnologias avançadas para transformar resíduos em matéria-prima, peças de máquinas em parte de outras máquinas, já é identificado como vantajoso devido à economia gerada pela redução no uso de recursos naturais e pelo ganho de competitividade no mercado. A cadeia produtiva precisa ser repensada para que todas as peças usadas possam ser reprocessadas e reintegradas à produção como materiais para a fabricação de novos produtos.

Para isso, as indústrias precisam ter controle total do processo produtivo e, com a ajuda da automação industrial, propor metodologias que permitam acompanhar e medir todos os ciclos de fabricação para a melhor reutilização das matérias-primas. É preciso, assim, que se conheça a circularidade dos produtos e quais recursos podem ser recuperados dentro da cadeia produtiva.

A economia circular vai além do reduzir, reutilizar e reciclar, propondo um modelo de produção totalmente sustentável. Algumas indústrias já identificaram o potencial da economia circular no Brasil e os seus benefícios:

- Redução de custos dos materiais para as indústrias;

- Regularização de trabalho informal e geração de novos empregos e renda;

- Redução do uso de recursos primários por meio da recuperação de recursos;

- Diferenciação de mercado;

- Maior acessibilidade a produtos de qualidade e custos reduzidos.

O caminho para essa transição é a inovação dos sistemas de negócios. Para isso, é fundamental analisar as oportunidades de inovação do atual modelo de negócio para possibilitar a criação de melhores processos, produtos e serviços. A sua indústria está preparada para mudar?

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